DERMATITE ATÓPICA

A dermatite atópica é uma doença inflamatória, que surge na infância, a partir do quatro meses de idade e dura por toda a vida, com manifestações variáveis ao longo dos anos.

É uma doença de causa genética e se caracteriza por pele seca, que coçam muito. Evolui com surtos de melhora e piora. A dermatite pode vir associada a rinite alérgica ou asma.

Em bebês, se manifesta como vermelhidão em regiões do centro da face com prurido associado.

Em crianças a partir dos 2 anos até a adolescência é mais comum nas dobras dos braços e parte de trás dos joelhos.

Nos adultos, a dermatite pode aparecer como coceira e espessamento da pele em qualquer parte do corpo.

Pólen, mofo, ácaros, exposição a irritantes ambientais, detergentes, limpeza em geral, roupas de lã, frio intenso, calor, transpiração, infecções e alguns alimentos.

Tratamento

O objetivo principal do tratamento visa controlar o prurido, reduzir o processo inflamatório e prevenir a piora e recorrência das lesões.

Algumas medidas e cuidados são essenciais na prevenção e tratamento da dermatite atópica, entre elas:

  • Evitar banhos demorados
  • Evitar banhos com água quente, pois remove camada lipídica e prejudica mais a barreira da pele, agravando o ressecamento da pele.
  • Usar sabonetes neutros e suaves, que respeitem o pH da pele e com ação hidratante
  • Usar roupas leves, evitando tecidos sintéticos e preferindo roupas de algodão
  • Não usar perfumes, hidratantes com cheiro e amaciantes nas roupas

Fase aguda, com placas vermelhas e descamativas: Corticoides tópicos por 7 dias associados a anti-histamínicos orais, que ajudam no controle da coceira.

Depois iniciar o uso dos hidratantes, que são essenciais no tratamento da dermatite atópica, pois previnem novos surtos. Os hidratantes fortalecem a barreira cutânea, deficiente na dermatite atópica. Os hidratantes de escolha são os sem perfume e com ação calmante.

Inibidores da calcineurina, como tacrolimus e pimecrolimus, são úteis quando o tratamento precisa ser longo ou repetido muitas vezes, para se evitar o uso contínuo dos corticoides.

Em casos mais graves, é necessário associar os medicamentos imunossupressores como metotrexate e ciclosporina ou os medicamentos biológicos.

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